passados meses sem escrever, escolhi o dia de hoje para finalmente por por escrito alguns dos pensamentos que hoje se apoderam de mim.
não tenho andado bem, mesmo que não o pareça, porque sim eu aprendi a não mostrar sentimentos em frente aos outros, eles não precisam de saber que estou mal, apenas que me vejam a sorrir. guardo tudo para mim como forma de me livrar dos problemas, como se eles desaparecessem se eu não lhes der uita importância. o unico problema é que quanto mais os guardo, pior eu fico. não consigo desabafar com ninguém porque não confio em ninguém a esse ponto. as desilusões já foram tantas em tao pouco tempo que ganhei medo de contar os meus medos.
as pessoas fazem questão de entrar e sair da minha vida quando querem e bem lhes apetece, deixando em suspense problemas mal resolvidos, ou simplesmente tudo o que foi construido até então.
a vida familiar é a que neste momento me consome. nada parece correr bem, as más noticias aparecem quase todos os dias, não consigo ter descanso nenhum. pensava mesmo que tudo ia ser diferente, que ia acabar muito mais cedo, que muitos dos problemas iam acabar, mas na realidade é que tudo aconteceu ao contrário, já se passaram dois anos e ainda está tudo em pausa, os conflitos cada vez são maiores e mais graves, e nada disto parece ter fim. e isto apodera-se de mim por eu me sentir uma inutil no meio de tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo. não posso fazer nada para remediar, se falar não sou levada a sério porque ninguém me considera séria o suficiente para ter opinião em relação a tal. as coisas vão acontecendo e eu vou vendo e tentando não ligar muito para que não me afete tanto, mas é quase impossivel, e depois de tanto tempo calada, acho que chegou o momento de pelo menos eu escrever alguma coisa para ver se o stress alivia.
estou mesmo cansada de carregar o mundo nos ombros, de ser mal tratada, de não ser compreendida, de não ser amada. e quando falo de amor, não é de namoros e coisa e tal, eu preciso de afeto, eu preciso de um ombro amigo, preciso de chorar ao lado de alguém que aguente com isso e que me ouça, e que me deixa descarregar energias, alguém que me acorde para a vida, porque eu acho que já não sei distinguir a realidade da fantasia. só porque num mundo onde somos nós que comandamos o que fazemos e o que pensamos tudo parece mais fácil de ser vivido. mas a vida não é um mar de rosas, se o fosse o meu teria sido apenas de muito picos.
(26.02.15) A.Medeiros